"Tudo acaba bem para quem sabe esperar." Leon Tolstoi

O Porco-Espinho que Queria Ter Amigos

Era uma vez... um porco-espinho desgostoso por não conseguir ter amigos, pois, cada vez que um animal da floresta se aproxima, ele se assusta e se defende com suas agulhas bem pontudas. Ele acha que não pode fazer nada, que essa é a sua natureza e seu destino, até que um dia, enquanto passeava no bosque, vê um porco-espinho que brinca com um outro animal. A essa altura, pensa que, se é possível para um outro porco-espinho, pode ser possível para ele também. A dúdiva provoca o desejo de tentar.

Decide, então, passear pelo bosque aprendendo como fazem os outros animais a dominar seus instintos.

Primeiramente, encontra um cachorro que está acompanhando seu dono à caça. O porco-espinho chama-o e pergunta como aprendeu a dominar seus instintos. O cão reflete um pouco e diz: "Foi meu dono que, com muita paciência, me ensinou. De qualquer modo, eu também quis aprender porque compreendi que traria muitas vantagens" dia, lambendo-se os bigodes. "Quais?", pergunta o porco-espinho. "A vantagem mais relevante é viver com ele: nutre-me, leva-me à caça, deixa-me brincar, faz-me companhia e me acaricia. É muito melhor estar com ele do que levar uma vida errante." O porco-espinho compreende e agradece ao cão, que corre batendo o rabo, em direção à seu dono.

Um pouco depois, o porco-espinho encontra um gato caçanco ratos. Chama-o para perguntar a ele também como aprendeu a dominar seus instintos. O gato, sem ter que refletir, responde imediatamente: "Porque convém." "Em que sentido?", pergunta o porco-espinho. "Veja bem", diz o gato com ar taciturno, "convém por simples oportunismo. É você quem decide quando convém mostrar aos outros ser domesticado, de confiança, enquanto, na verdade, você sabe que mantém dentro de você mesmo um espírito absolutamente livre, que ninguém jamais poderá domesticar completamente. Essa é a vantagem, aliás, é o único modo de conquistar-se a liberdade, a liberdade dos próprios instintos."

O porco-espinho começa a crer que não só é possível, mas que talvez seja até mesmo vantajoso, como disseram anteriormente o cão e o gato. Mas ainda quer uma outra prova.

Continua a caminhar no bosque, quando encontra um camaleão. A ele também faz a mesma pergunta: "Como aprendeu a dominar teus instintos?" E o camaleão responde: "Eu não aprendi a dominar meus instintos, aprendi a utilizá-los para defender-me." "O que quer dizer isso?", pergunta o porco-espinho. "Quer dizer que aprendi a confiar no meu instinto: é, de fato, o meu instinto que me avisa se existe uma situação de perigo, se tenho que escapar rapidamente, se posso defender-me ou se devo atacar, se devo esconder-me ou se posso mostrar-me." "Mas de que jeito avisa?", pergunta o porco-espinho. "Não sei direito", diz o camaleão. "O que posso lhe dizer é que, a um certo momento, percebo algo, como uma espécie de coceira. A essa altura, paro e observo atentamente à minha volta, para entender a origem da coceira. Nesse momento, uso meus sentidos, bem alertados, assim como meus conhecimentos acumulados com a experiência, decidindo em seguida qual a reação mais apropriada para livrar-me da coceira. Reajo só instantaneamente, e, até agora, sempre encontrei respostas diferentes para cada diferente situação."

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