"Reaja inteligentemente mesmo a um tratamento não inteligente." Lao-Tseu

O Fósforo e a Vela

Certo dia o fósforo disse à vela:

- Tenho a missão de acender-te.

- Oh, não - respondeu, assustada, a vela. - Se me acenderes, meus dias estarão contados. Já mais ninguém poderá ver a beleza da minha forma e da minha cor...

O fósforo, então, confuso, perguntou à vela:

- Queres permanecer o resto de tua vida fria, dura e sem ser acesa?

- Mas ser acesa? Arder? Isso dói e consome minha força - murmurou a vela, lamentando-se, cheia de medo.

- Tens razão - respondeu o fósforo. - Mas esse é o mistério de tua vida e de tua nobre missão. Tu e eu fomos chamados a ser luz. O que eu posso fazer como fósforo é muito pouco. Mas, ao passar meu fogo para ti, cumpro o sentido de minha vida. Fizeram-me exatamente para isto: acender o fogo.

- Tu és vela! - continuou o fósforo. - Tua missão é alumiar, irradiar luz. Enquanto te consomes, tua dor e tua energia se transformarão em luz e calor, e por isso necessitamos de ti e não iremos, jamais, esquecer-te. Outras velas levarão adiante a luz, mas se tu te recusares, morrerás e serás esquecida.

A vela, nesse instante da conversa, abriu os olhos amplamente e, apontando firmemente para o seu pavio, disse ao fósforo, ainda que com voz trêmula:

- Rogo-te que me acendas!

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