"Muitas vezes nossa maneira de justificar um erro agrava o erro." Shakespeare

Liderança Relacional

Artigo: Liderança Relacional
Lembro-me o quanto sentada na minha mesa de trabalho, tinha vontade de dar idéias incomuns nas reuniões, inventar uma nova forma de fazer o relatório, despatronizar os processos e criar rotinas adaptativas, até que chegasse a hora de assinar o ponto e ir para casa, sabendo que no dia seguinte a frustração viria junto com o sol. E novamente o chefe dizia o que eu tinha de fazer sem me dar a menor chance de uma sugestão. O trabalho era fragmentado e eu não tinha a noção da influência da minha parte no todo. Afinal queria ser sócia ativa, experienciar situações, cooperar, ter vários pontos de vista, dentro de uma estrutura flexível com base em relacionamentos.
Do meu lado, o colega trabalhava muito bem, aguardando sua vez em ser chamado e pedindo ao chefe para dar as ordens do dia. Quando, por algum motivo as orientações não vinham, ele ficava perdido. Sua produtividade aumentava e como um soldado impecável e disciplinado,  sentia-se feliz tendo a certeza de que ao acordar o seu dia era milimetricamente previsível. Sentia-se grande fazendo o pequeno, sem questionar ou duvidar de uma ordem. Estava alí para obedecer e com prazer em cumpria a tarefa sem necessitar de nenhum significado maior ou sentir-se apoiado.
A questão aqui não é se é melhor ser um infeliz inquieto e inconformado ou um feliz acomodado. Hoje, como estudiosa das relações humanas percebo que existem tantas sentenças quantas cabeças e infinitas formas de encontrar a felicidade ou infelicidade. A Maestria de um Lider é ter acuidade sensorial para perceber as diferenças individuais a fim de tirar o melhor de cada temperamento sem modificá-lo ou encaixá-lo a um estilo de gestão.
O respeito ao funcionamento do outro é um exercício que se faz respeitando o seu próprio jeito de funcionar.  A questão primeira é que o desconhecimento vem da incapacidade de parar para entender como se relaciona, o que motiva, o que aborrece, o que faz o olho brilhar, o que move.
Na incapcidade  de compreender os relacionamentos consigo e com  os outros, tornam-se  cegos dirigindo outros cegos. As empresas passam a ser espaços onde as doenças psicosomáticas diminuem ainda mais a produtividade esperada.
A solução então é contratar um curso de Liderança. Muitos são os cursos de Liderança explicando técnicas de como fazer para criar equipes de alta performance, e na prática os alunos não conseguem aplicar o aprendizado pelo simples fato de que a imprevisbilidade do sistema humano é muito maior do que a lógica  possa imaginar.
Os cursos são ministrados ensinando fórmulas de lidar com pessoas sem garantia de que vão  funcionar, já que o manual não contempla as infinitas possibilidades de reação de um ser humano. A única forma de saber é quando se assiste a reação.
Quando as fórmulas de Liderança são apenas frases bonitas lidas no slide de um palestrante, para bater a meta, o jeito é usar de uma técnica infalível:   o medo de perder o emprego. A possibilidade de não ter recursos para pagar as contas faz os liderados  trabalharem além do horário, por um salário abaixo da sua necessidade, sem entender o que estão fazendo, e sem satisfação na execução.
As formas coercivas sutis como a manutenção do emprego ou a esperança de uma promoção são estratégias cujo resultado é bem inferior ao desgaste emocional resvalando no estresse com efeito de embotar a mente criativa de um quadro de funcionários que de gênios em latência passam a ser medíocres em potencial.
Outras empresas elaboram programas de incentivos, aumentos salariais, festas, prêmios que funcionam como fogos de artifício com tempo determinado para acabar e precisando sistematicamente serem acionados para manter acessa a chama da ilusão de que estamos felizes com os presentinhos recebidos.
Diante da baixa aplicabilidade, a apostila do curso “O Lider Servidor” vai enfeitar a prateleira até que outro curso mágico apareça, mas o paradigma não muda porque não há a descoberta real do centro de valores que move o ser humano independente de gratificações.
A Solução é tão simples que assusta: O Lider deve se relacionar dentro de uma  abertura e desapego que irá descobrir o que é importante para cada liderado.
As pessoas agem conforme seus valores e são gratas a quem os descobre, respeita e valoriza.   Um Líder ao desvelar o valor do seu liderado,  torna-se um defensor desse valor. Quando os valores coincidem, a exemplo de uma escola de samba, seus componentes funcionam bem diante do caos de um incêndio ou qualquer outra adversidade.
O desafio do Lider é fazer a empresa funcionar bem mesmo quando os valores dos seus liderados são diferentes. Neste caso a forma de se relacionar será de acordo com os valores de cada um. E não existem regras. Uns adoram receber ordens porque o valor obediência o impulsiona; enquanto outros querem experienciar novas maneiras porque o valor aprendizado é o que faz o olho brilhar.  Saber discernir com quem será autocrático e com quem deve ser democrático, e a dosagem certa de cada estilo, é saber fazer o remédio personalizado para cada liderado.
E se eu tivesse de dar uma dica diria que para descobrir a medida certa de se relacionar com o outro, o melhor é através da auto-observação, da perspectiva do seu centro interno, começar a conhecer as próprias limitações, virtudes, talentos, manhas, valores, pontos fortes e deficiências para aprender a ser o  Lider de si.

Lembro-me o quanto sentada na minha mesa de trabalho, tinha vontade de dar idéias incomuns nas reuniões, inventar uma nova forma de fazer o relatório, despatronizar os processos e criar rotinas adaptativas, até que chegasse a hora de assinar o ponto e ir para casa, sabendo que no dia seguinte a frustração viria junto com o sol. E novamente o chefe dizia o que eu tinha de fazer sem me dar a menor chance de uma sugestão. O trabalho era fragmentado e eu não tinha a noção da influência da minha parte no todo. Afinal queria ser sócia ativa, experienciar situações, cooperar, ter vários pontos de vista, dentro de uma estrutura flexível com base em relacionamentos.

Do meu lado, o colega trabalhava muito bem, aguardando sua vez em ser chamado e pedindo ao chefe para dar as ordens do dia. Quando, por algum motivo as orientações não vinham, ele ficava perdido. Sua produtividade aumentava e como um soldado impecável e disciplinado,  sentia-se feliz tendo a certeza de que ao acordar o seu dia era milimetricamente previsível. Sentia-se grande fazendo o pequeno, sem questionar ou duvidar de uma ordem. Estava alí para obedecer e com prazer em cumpria a tarefa sem necessitar de nenhum significado maior ou sentir-se apoiado.

A questão aqui não é se é melhor ser um infeliz inquieto e inconformado ou um feliz acomodado. Hoje, como estudiosa das relações humanas percebo que existem tantas sentenças quantas cabeças e infinitas formas de encontrar a felicidade ou infelicidade. A Maestria de um Lider é ter acuidade sensorial para perceber as diferenças individuais a fim de tirar o melhor de cada temperamento sem modificá-lo ou encaixá-lo a um estilo de gestão.

O respeito ao funcionamento do outro é um exercício que se faz respeitando o seu próprio jeito de funcionar.  A questão primeira é que o desconhecimento vem da incapacidade de parar para entender como se relaciona, o que motiva, o que aborrece, o que faz o olho brilhar, o que move. 

Na incapcidade  de compreender os relacionamentos consigo e com  os outros, tornam-se  cegos dirigindo outros cegos. As empresas passam a ser espaços onde as doenças psicosomáticas diminuem ainda mais a produtividade esperada.

A solução então é contratar um curso de Liderança. Muitos são os cursos de Liderança explicando técnicas de como fazer para criar equipes de alta performance, e na prática os alunos não conseguem aplicar o aprendizado pelo simples fato de que a imprevisbilidade do sistema humano é muito maior do que a lógica  possa imaginar.

Os cursos são ministrados ensinando fórmulas de lidar com pessoas sem garantia de que vão  funcionar, já que o manual não contempla as infinitas possibilidades de reação de um ser humano. A única forma de saber é quando se assiste a reação. 

Quando as fórmulas de Liderança são apenas frases bonitas lidas no slide de um palestrante, para bater a meta, o jeito é usar de uma técnica infalível:   o medo de perder o emprego. A possibilidade de não ter recursos para pagar as contas faz os liderados  trabalharem além do horário, por um salário abaixo da sua necessidade, sem entender o que estão fazendo, e sem satisfação na execução.

As formas coercivas sutis como a manutenção do emprego ou a esperança de uma promoção são estratégias cujo resultado é bem inferior ao desgaste emocional resvalando no estresse com efeito de embotar a mente criativa de um quadro de funcionários que de gênios em latência passam a ser medíocres em potencial.

Outras empresas elaboram programas de incentivos, aumentos salariais, festas, prêmios que funcionam como fogos de artifício com tempo determinado para acabar e precisando sistematicamente serem acionados para manter acessa a chama da ilusão de que estamos felizes com os presentinhos recebidos.

Diante da baixa aplicabilidade, a apostila do curso “O Lider Servidor” vai enfeitar a prateleira até que outro curso mágico apareça, mas o paradigma não muda porque não há a descoberta real do centro de valores que move o ser humano independente de gratificações.
A Solução é tão simples que assusta: O Lider deve se relacionar dentro de uma  abertura e desapego que irá descobrir o que é importante para cada liderado.

As pessoas agem conforme seus valores e são gratas a quem os descobre, respeita e valoriza.   Um Líder ao desvelar o valor do seu liderado,  torna-se um defensor desse valor. Quando os valores coincidem, a exemplo de uma escola de samba, seus componentes funcionam bem diante do caos de um incêndio ou qualquer outra adversidade.

O desafio do Lider é fazer a empresa funcionar bem mesmo quando os valores dos seus liderados são diferentes. Neste caso a forma de se relacionar será de acordo com os valores de cada um. E não existem regras. Uns adoram receber ordens porque o valor obediência o impulsiona; enquanto outros querem experienciar novas maneiras porque o valor aprendizado é o que faz o olho brilhar.  Saber discernir com quem será autocrático e com quem deve ser democrático, e a dosagem certa de cada estilo, é saber fazer o remédio personalizado para cada liderado.

E se eu tivesse de dar uma dica diria que para descobrir a medida certa de se relacionar com o outro, o melhor é através da auto-observação, da perspectiva do seu centro interno, começar a conhecer as próprias limitações, virtudes, talentos, manhas, valores, pontos fortes e deficiências para aprender a ser o  Lider de si.

Sobre a Autora

Magui Guimarães:
 Trainer e Master em Neurolinguistica, com dezessete anos de experiência em cursos de formação e avançados. Master em Coaching Integrado pelo ICI, Integrated Coaching Institute, e e tem formação em Coagching Integral por Martin Shervington. Formação em Holística  Formação Holística pela Universidade Internacional da Paz com Pierre Well. Curso em Hipnose Erickssoniana por Steve Gilligan e em Instrumentos do Espírito por Robert Dilts. Formação em Biopsicologia com Susan Andrews. Acesse o site.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

IBC

banner-descubra-pnl-v3 ibc

Anúncios Google

IBC

banner-descubra-pnl-v3 ibc

Thalentos

thalentos 2014

Ideah

Instituto Ideah

Metáforum

metaforum2016