"Só quem já se modificou pode modificar os outros." S. Kierkegaard

A Inteligência Emocional na Empresa

Indivíduos com capacidade de comunicação, espírito de equipe, liderança, percepção da relação custo-benefício e foco em resultados. Gente que tenha iniciativa, vontade de assumir riscos e agilidade na adaptação a novas situações, com disponibilidade e energia para um trabalho árduo. Ufa!!! É claro que não é fácil preencher todos esses requisitos, mas é possível lograr a grande maioria deles.

Pesquisas têm comprovado que todas essas transformações exigidas hoje em dia só ocorrerão quando se ultrapassar a eterna busca da razão e se começar a viver também as emoções. A capacidade de raciocínio precisa estar aliada à boa sensibilidade, ao bom senso crítico. Goleman, em seu “best-seller”, deixa bem claro que, embora haja pontos que determinam o temperamento, muitos dos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis, podem ser trabalhados e, por tanto, temperamento não é destino. A falta de capacidade para lidar com as próprias emoções pode destruir vidas e acabar com carreiras profissionais.

Neste mundo competitivo e individualista, as relações sociais vêm se deteriorando numa velocidade espantosa. O individualismo exacerbado acarreta uma competitividade cada vez maior e essa visão de mundo causa o isolamento e a desintegração da vida em comunidade. Bem numa época em que, paradoxalmente, as pressões econômicas-sociais exigiriam maior cooperação e envolvimento entre as pessoas. Precisamos aprender a dominar habilidades humanas essenciais para lidar com nossas próprias emoções.

Dirigir pessoas exige capacidade de entendê-las e respeitá-las. Isso só é possível se quem lidera é inteligente. Define-se inteligência como a habilidade que as pessoas têm para adaptar-se às diferentes situações e, também, modificá-las. Inteligência é participação e trabalho não pode significar sofrimento. Idéias e soluções criativas dependem de pessoas que sentem prazer em trabalhar.

Muitas organizações têm se preocupado com a reengenharia e se esquecem de investir no capital humano. No que se refere a mudanças, é preciso lembrar dois aspectos: o racional e o emocional. O racional é todo conhecimento que precisa ser transmitido, os argumentos da mudança. Mas é o aspecto emocional que faz com que as pessoas efetivamente partam para a ação. As lideranças das empresas deveriam trabalhar mais o lado emocional dos funcionários. Numa comunidade qualquer, não é a entidade governante que faz mudanças, são os seus membros.

A importância dos relacionamentos para tornar as carreiras mais dinâmicas e promover o crescimento dos negócios é indiscutível e centra-se na filosofia orientadora da empresa. As informações precisam ser compartilhadas por todos os que desejam “sentir o que a empresa sente”. E para que isso ocorra é necessário que o processo de comunicação seja perfeito. É exatamente nesse ponto que entra a Programação Neurolinguística (PNL) como técnica coadjuvante para a felicidade pessoal e no trabalho. A PNL foi criada a partir da observação do ser humano, seus anseios, dúvidas e certezas. Em qualquer contexto, a qualidade de nossos relacionamentos depende do âmbito em que eles ocorrem e do tipo de nossa comunicação nesse contexto. Qualquer atividade de liderança está intimamente ligada à comunicação eficiente, ou seja, que alcançou o receptor e gerou a resposta desejada.

A Programação Neurolinguística é um conjunto de ferramentas e técnicas de comunicação, por meio do qual se levam muito em consideração fatores que determinam a inteligência emocional de um indivíduo, sua sensibilidade, capacidade de percepção, intuição e flexibilidade. A PNL permite que possamos aprender e modificar modelos de comunicação interpessoal e intrapessoal em pouco tempo e de maneira eficaz. Permite, também, o auto conhecimento, que gera maior inteligência. A qualidade do sucesso na liderança depende da qualidade das habilidades pessoais de se comunicar e da qualidade da relação durante o processo comunicativo. É importante expressar nossos posicionamentos e objetivos com clareza, gerando uma atmosfera de confiança, com habilidade para influenciar nosso interlocutor. Saber reconhecer sinais verbais e não-verbais, distinguir qualidades de voz e entonação, conhecer estratégias e modelos de negociação, utilizar a criatividade para a solução de problemas, são alguns dos caminhos que a PNL oferece.

Na nova ordem econômica, o que vai contar é o profissional capaz de se auto gerenciar e de gerenciar os outros.

Autor(a):

Gilberto Cury é presidente da SBPNL - Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística

Referencia: Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística

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